O Governo de Jesus Cristo e os governos da terra

Updated: Mar 26, 2019



Estamos sempre ouvindo que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é neutra em relação à política e, em nenhum momento, nossos locais de adoração e aprendizado podem ser usados como palanque político, seja lá qual for o partido.

A Igreja emitiu um comunicado em 16 de junho de 2011 lembrando os membros sobre a posição oficial da Igreja sobre a neutralidade política. Isso aplica-se a todas as Autoridades Gerais, Líderes Gerais das organizações auxiliares, presidentes de missão e presidentes de templo. Embora a visão não se aplique aos funcionários da Igreja em tempo integral ou aos membros, seria de bom grado aprendermos a ver os problemas da política em nossas cidades e países como as autoridades que vivem a lei da consagração o veem. O comunicado diz:

“A missão da Igreja é pregar o evangelho de Jesus Cristo, não é eleger políticos. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias mantém-se neutra com relação a partidos políticos. Isso se aplica a todas as muitas nações nas quais está estabelecida.

A Igreja NÃO:

  • - Endossa, promove ou se opõe a partidos políticos, candidatos ou plataformas.

  • - Permite que seus edifícios, listas de membros ou outros recursos sejam utilizados para propósitos de partidos políticos.

  • - Tenta influenciar seus membros em relação a qual candidato ou partido devem dar seu voto. Essa norma se aplica se o candidato ao cargo político é membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou não.

  • - Tenta dirigir nem dar ordens a líderes governamentais.

A Igreja:

  • - Incentiva seus membros a ser cidadãos responsáveis na comunidade, inclusive mantendo-se informados sobre os assuntos relativos a ela, e a votar nas eleições.

  • - Espera que seus membros se envolvam no processo político de forma ordeira e clara, respeitando o fato de que membros da Igreja têm origens e experiências diferentes e podem ter opiniões diversas em relação a partidos políticos.

  • - Solicita que os candidatos não sugiram que sua candidatura ou plataforma seja endossada pela Igreja.

  • - Reserva-se o direito de, como instituição, pronunciar-se de maneira apartidária, sobre questões que acredita terem consequências significativas em âmbito comunitário, moral ou que afetem diretamente os interesses da Igreja."

Nos Estados Unidos, onde quase metade dos santos dos últimos dias do mundo vivem, é costume da Igreja, a cada eleição nacional, emitir uma carta a ser lida em todas as congregações incentivando seus membros a votar, mas salientando a neutralidade da Igreja com relação a partidos políticos.

Relacionamento com o Governo

Candidatos eleitos que são santos dos últimos dias tomam suas próprias decisões, que podem não necessariamente estar de acordo com a posição publicamente declarada da Igreja. A Igreja pode comunicar a eles seu ponto de vista como faria com qualquer outro candidato eleito, mas reconhece que esses homens e mulheres precisam fazer suas próprias escolhas com base em seu próprio julgamento, levando em consideração o círculo eleitoral que representam.

As escrituras modernas fazem referências ao papel do governo: Doutrina e Convênios, Seção 134

A Participação em Partidos Políticos dos Líderes Presidentes da Igreja

Além disso, a carta da Primeira Presidência emitida em 16 de junho 2011 reafirma e esclarece de forma mais ampla a posição de neutralidade política da Igreja neste início de outra temporada de eleições. Ela se aplica a todos a seguir: Autoridades Gerais, líderes das auxiliares gerais, presidentes de missão e de templos que se dedicam em tempo integral ao trabalho da Igreja. A norma não é direcionada aos empregados em tempo integral da Igreja.

“As Autoridades Gerais e líderes gerais da Igreja e seu respectivo cônjuge e outros líderes eclesiásticos que servem em tempo integral não devem participar de campanhas políticas, inclusive promovendo candidatos, angariando fundos, discursando em benefício de candidatos ou endossando-os, e fazendo contribuições financeiras.

Já que não trabalham em tempo integral para a Igreja, os Setentas de Área, presidentes de estaca e bispos estão livres para contribuir ou servir em comitês de campanhas e de outra forma apoiar os candidatos de sua escolha cientes de que:

  • - Agem somente como cidadãos num processo democrático e que não insinuam ou permitem que outros suponham que suas ações ou apoio representam a Igreja de alguma maneira.

  • - Não usarão papel timbrado da Igreja, listas de endereços ou e-mails gerados pelos sistemas da Igreja ou usar os prédios da Igreja para promover políticos.

  • - Não se envolverão em arrecadação de fundos ou outros tipos de campanhas dirigidas aos membros da Igreja sob sua supervisão eclesiástica”.”

Alguns membros então, descontentes com a imparcialidade, interpretam-na a seu modo, entram na guerra virtual ou mesmo real para defender seus candidatos de escolha e condenar outros, e acabam usando declarações de líderes e profetas diversos retiradas de contextos totalmente diferentes para apoiar seu partido de escolha, e esquecem-se de aplicar os ensinamentos de Cristo em suas vidas, principalmente quando o assunto é política.

É comum buscar orientação “oficial” para sabermos que estamos em sintonia com o que aprendemos na Igreja na hora de escolher nossos candidatos políticos, mas é bom lembrar que o governo de Jesus Cristo não será nada parecido com o que temos hoje como esquerda, direita e variantes. As escrituras nos ensinam que quando Jesus Cristo voltar, Ele estabelecerá um governo de retidão, justiça e misericórdia.

  • - E o principado está sobre os seus ombros, Isa. 9:6 (2 Né. 19:6).

  • - Dai, pois, a César o que é de César, Mt. 22:21 (D&C 63:26).

  • - Que toda pessoa esteja sujeita às potestades, Rom. 13:1.

  • - Orar pelos reis e por todos os que estão em eminência, 1 Tim. 2:1–2.

  • - Que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, Tit. 3:1.

  • - Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor, 1 Ped. 2:13–14.

  • - Jesus Cristo será o governante final da Terra, Apoc. 11:15.

  • - Ter homens justos por reis, Mos. 23:8.

  • - Resolvei vossos negócios de acordo com a voz do povo, Mos. 29:26.

  • - Cristo será nosso governante quando vier, D&C 41:4.

  • - O que guarda as leis de Deus não tem necessidade de quebrar as leis do país, D&C 58:21.

  • - Quando os iníquos governam, o povo pranteia, D&C 98:9–10.

  • - Os governos foram instituídos por Deus em benefício da humanidade, D&C 134:1–5.

  • - Os homens têm a responsabilidade de apoiar os governos, D&C 134:5.

  • - Cremos na submissão a reis, presidentes, governantes e magistrados, RF 1:12.

Quando os santos se viram entre duas escolhas no Grande Conselho, pode ser que o um terço dos espíritos que “votaram”em e decidiram seguir Lúcifer, o fizeram porque ele se parecia ótimo, amigo, inteligente, energético e popular, afinal, ele era o segundo filho de Deus! Mas, Seu Pai conhecia seu coração e suas intenções. Sabemos que Lúcifer se rebelou contra o plano do Pai Celestial e queria toda a glória para si. O maior presente de Deus aos Seus filhos é o arbítrio, e Satanás nos forçaria a todos a voltarmos para o céu, e assim não haveria crescimento, nem testemunho, nem a oportunidade de termos vida eterna com Deus, mas com ele. Ele queria tirar o nosso melhor presente, o direito de escolher por nós mesmos. Lucifer não teria permitido que qualquer pessoa tomasse uma decisão errada ou aprendesse com experiências. Todos nós teríamos sido como fantoches com Lúcifer nos controlando numa grande matrix. Nunca teríamos aprendido a ser as melhores pessoas que poderíamos ser, e não teríamos sido capazes de nos tornar como Pai Celestial, e experenciar felicidade, amor e conhecimento.

Presidente Dallin H. Oaks disse: “Cremos na verdade absoluta, inclusive na existência de Deus e no certo e no errado estabelecidos por Seus mandamentos. Sabemos que a existência de Deus e a existência da verdade absoluta são fundamentais para a vida nesta Terra, quer as pessoas acreditem nisso ou não. Também sabemos que o mal existe, e que algumas coisas são simples, graves e eternamente erradas.

Os relatos chocantes de roubos e mentiras em grande escala nas sociedades civilizadas divulgados nos últimos dois meses sugerem um vácuo moral em que muitos perderam o senso do certo e do errado. Arruaças, pilhagens e corrupção generalizadas têm levado muitos a se perguntar se estamos perdendo o alicerce moral que os países ocidentais receberam de seu legado judaico-cristão.”

Frente à frente com corrupção desenfreada em nossa sociedade, associamos esse conhecimento de não lutarmos para manter nossa liberdade e arbítrio a conhecidos modos de governo dos homens que tiram as liberdades que adquirimos, e o fazemos corretamente, embora nenhum partido político existente na terra abrace nenhum ou todos os pontos positivos que precisamos, alguns menos que outros, como o comunismo, socialismo, anarquismo, e mesmo o capitalismo e outros. Daí então o lembrete principal: Esquecemos que Satanás prometeu misturar escrituras e verdades com as filosofias dos homens.

A história de Corior registrada no Livro de Mórmon em Alma traz o entendimento exato sobre como Satanás trabalha para confundir os homens e mulheres. Leia o artigo As mentiras de Satanás e seus anticristos.

Votar nas eleições governamentais e desempenhar outros deveres cívicos quando tivermos a oportunidade é uma responsabilidade sagrada, uma bênção dada por Deus e um dever a ser levado a cabo com honra e confiança.

Sabemos também que devemos ter um testemunho da importância de "estar sujeito a reis, presidentes, governantes e magistrados, em obedecer, honrar e sustentar a lei" (Artigos de Fé 1:12). Porque estamos sujeitos a governantes, devemos fazer tudo o que pudermos nas formas diplomáticas, legais e favoráveis ​​para selecionar e ajudar a eleger funcionários honestos, sábios e bons, conforme aprendemos em D&C 98:10. Nós também devemos considerar concorrer a cargos públicos e apoiar as leis que observam o "princípio da liberdade na manutenção de direitos e privilégios [que pertencem] a toda a humanidade e [são] justificáveis ​​antes de mim" (D&C 98:5).

Geralmente, uma carta da Primeira Presidência é lida na reunião sacramental, antes de cada eleição, encorajando os Santos dos Últimos Dias a se envolverem no processo eleitoral e a escolher líderes políticos e governamentais capazes e honestos. A Primeira Presidência lembra-nos que "como cidadãos, temos o privilégio e o dever de eleger os titulares de cargos e influenciar as políticas públicas. ... Exortamos você a se inscrever para votar, a estudar as questões e os candidatos com cuidado e em oração, e depois a votar".

O Livro de Mórmon ensina:

"Ora, não é comum a voz do povo desejar algo contrário ao que é direito; mas é comum a minoria do povo desejar o que não é direito; portanto, observareis e tereis isto por lei — resolver vossos negócios de acordo com a voz do povo.

E se chegar o tempo em que a voz do povo escolher iniquidade, então os julgamentos de Deus recairão sobre vós; sim, então será o tempo em que ele vos visitará com grande destruição, assim como tem, até aqui, visitado esta terra." (Mosias 29: 26-27).

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